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INTRODUÇÃO

 

Estes são os primeiros sermões editados de Martin Luther King Jr, prêmio Nobel da Paz, publicado até hoje. Os sermões, selecionados, tratam dos problemas pessoais e gerais que todos nós enfrentamos neste grave momento de crise. Neles, Luther King procurou transmitir a mensagem cristã e aplicá-la aos males sociais que afligem particularmente os Estados Unidos.

 

Não se refere aqui, especialmente, a incidentes como o da dramática “marcha da liberdade”, que acabou com a segregação nos auto-carros de Montgomery, no Alabama, ou a quaisquer outros em que participou e que dele fizeram uma personalidade tão discutida.

 

Aqui, fala apenas como pastor, e exemplifica o ensinamento de Jesus sobre o “amor excessivo”. O imperativo aqui é o amor, no seu sentido mais lato, mais profundo e mais cristão.

 

PREFACIO

 

Nestes agitados dias de incerteza, os males da guerra e da injustiça social e racial ameaçam a própria sobrevivência da raça humana; vivemos, de fato, numa época muito grave de crise. E ela o pano de fundo destes sermões, e eles foram escolhidos para este livro porque, duma maneira geral, todos se referem a problemas individuais e coletivos que essa crise apresenta. Procurei transmitir nestes sermões a mensagem de Cristo para agüentar os males sociais que ensombram os nossos dias e também o nosso testemunho pessoal e a nossa disciplina. Todos os sermões foram inicialmente escritos para os meus antigos paroquianos da Igreja Baptista da Avenida Dexter de Montgomery, no Alabama, e para os meus atuais paroquianos da Igreja Baptista Ebenezer de Atlanta, na Geórgia. Muitos deles foram depois pregados em diferentes congregações através do país.

Foram quase todos pregados durante ou após o movimento de protesto contra a segregação nos transportes coletivos de Montgomery, no Alabama, e neles esboço alguns aspectos desse movimento especial, alguns já incluídos no meu livro Stride Toward Freedom. Três dos sermões - "Amor na Ação", "Amar os Inimigos" e “Sonhos Desfeitos” - escrevi-os durante o tempo que estive preso nas cadeias da Geórgia. A “Peregrinação para a Não-Violência” é uma revisão e uma atualização de assuntos já apresentados em The Christian Century e Stride Toward Freedom; embora não seja um sermão, vem incluído no final deste livro a especial pedido do editor.

Foi com relutância que acedi à publicação destes sermões. As minhas objeções fundamentavam-se no fato de um sermão não ser um ensaio feito para ser lido, mas sim um discurso para ser ouvido. Deveria ser um apelo persuasivo dirigido a um auditório atento, e, portanto, mais indicado aos ouvidos do que aos olhos. Ao tentar escrevê-las de novo para serem lidos, duvido do sucesso do empreendimento e, mesmo agora, com o livro já no prelo, não consigo vencer este receio. Mas por deferência para com a minha antiga paróquia e para com a atual, para com os meus colegas na Direção da Conferência Cristã do Sul e para com os muitos amigos que de vários pontos do país me têm pedido exemplares destes sermões, ofereço este trabalho, esperando que a mensagem transmitida nestas palavras possa transformar-se em vida para os leitores.

E com grande satisfação que passo a manifestar a todos os que me ajudaram a minha profunda gratidão. Agradeço muito ao meu grande amigo e Assistente Wyatt Tee Walker - um grande pregador - pela cuidadosa leitura de todo o manuscrito e pelas suas preciosas sugestões; também estou muito grato ao meu professor e amigo Samuel W. Williams pelo auxílio e o estímulo dos seus conselhos; Charles L. Wallis igualmente me prestou a sua valiosa assistência editorial no final deste trabalho. Os meus agradecimentos vão ainda para a minha eficiente secretária, Dora E. McDonald, que sempre me animou com as suas palavras e passou à máquina todas as páginas manuscritas. E, acima de todos, quero agradecer à minha querida mulher, Coretta, que dedicadamente reviu o meu trabalho e me deu os seus inestimáveis conselhos e inspiração. O seu amor e paciência deram-lhe a capacidade de compreender e aceitar o meu maior afastamento dela e dos nossos filhos, durante a preparação deste trabalho.

Martin Luther King, Jr.